quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Eu não gosto do Facebook


Depois de muita resistência, eu finalmente este mês, entrei no  Facebook. Já havia criado um perfil há alguns meses, mas apenas há dois dias adicionei uma primeira pessoa, lá chamada de “amigo”. De lá para cá, outros "amigos" já foram adicionados.
No passado eu tive perfil no Orkut, mas confesso não gostar nem um pouco de redes sociais. Adoro blogs, Skype, Whataspp, Viber e todo e qualquer outro meio de comunicação, desde que haja a comunicação de fato, pois sinto que o Facebook é um jogo interminável de vaidade e realimentação aos egos carentes, urgentes e competitivos.
Adoro expor minhas ideias, me expressar, trocar pensamentos e descobrir novos caminhos, mas não tenho a menor vontade de fazer isso no Facebook. Por isso, depois de muito tempo, eu volto a escrever algo no meu blog. Porque se alguém estiver interessado de fato no que eu tenho a dizer, fará isso através de qualquer site, seja ele um blog ou um perfil no Facebook. Quem de fato está interessado em mim ou no que penso, está neste momento lendo este texto. (!)
Antigamente era uma delícia ter um blog. Eu escrevia quase que diariamente, mas foram textos que fizeram parte de uma época e hoje já os excluí daqui. De qualquer forma, havia feedback, mesmo que silencioso.  Hoje em dia se eu falar para alguém que tenho um blog, quase ninguém dá a mínima. De verdade, algumas pessoas não tem reação alguma, entretanto imediatamente a pessoa me pergunta se eu tenho Facebook.
Ok, hoje eu tenho. Mas e daí? O que é a verdade?
A verdade é que se você não está no Facebook, quase ninguém lembra do seu aniversário. Praticamente tornou-se um clichê sem fim, “curtir” ou comentar uma publicação no Facebook. E quase há um julgamento quando se “curte” ou não. A verdade é que toda e qualquer ação no Facebook é premeditada, supondo, esperando ou idealizando a reação alheia. Isso soa para mim como uma falácia mental patológica.
Eu não tenho a menor vontade de ver as fotos ou as mensagens inúteis da maioria das pessoas. Não sei o que estou fazendo no Facebook. Não tenho curiosidade, motivação e interesse em visitar os perfis alheios, da mesma forma que não tenho em publicar. Gosto de ler coisas interessantes e que possam trazer algo novo, excitante, visceral, direto, real e intrigante na minha vida. Que de fato acrescente. No Facebook é necessário ler milhares de feeds para se garimpar e encontrar algo realmente relevante.
Façamos um teste. Vou postar este texto aqui no meu blog e ver quantas pessoas irão “curtir” ou comentar.  Se eu postasse no Facebook, muitas leriam, mas o que acontece se eu postar somente aqui?
As pessoas parecem ter perdido a noção do que fazem aqui na Terra. Parecem estar em alta velocidade direto ao muro, e o acelerador chama-se Facebook. Cada usuário daquela rede social parece estar em forte necessidade de dizer algo, mas sem saber o que. Dispenso 98% do que lá publicam.
Alguns me perguntaram por que eu estou no Facebook se não gosto de estar. Eu respondi que em algumas situações é necessário se conhecer para saber o quanto é ruim. Se eu não estivesse lá, tenho a certeza que me diriam: “Você não tem Facebook, então como sabe que é ruim?”.