quinta-feira, 10 de abril de 2008

"Uma ciência"


autor: Her Filho (Direitos Registrados)

Isso aqui na minha cabeça
É uma ciência
É uma revolução enrustida
Talvez o início de uma grande descoberta
Uma virgem excitada
Um alvo sem tiro
É uma provocação discreta
Um grito de boca fechada
É uma floresta escondida
Porém, é mesmo assim
Uma palavra secreta
Ainda assim eu fiz
O que quis com minha cabeça
O que fiz com minha cabeça
Nada diz respeito
É um estudo minucioso
É um ímpeto
Um desejo sexual
Uma crítica construtiva
Uma ordem à liberdade
Um desastre social
É uma sorte disfarçada
Uma saída escondida
Não importa
Uma passagem misteriosa
Uma mente desorganizada
É um fato
Mesmo assim, eu fiz
É uma explicação
Uma frase silenciosa
Uma defesa calada

quarta-feira, 9 de abril de 2008

"Odisséia"

foto por: Her Filho

autor: Her Filho (Direitos Registrados)

Se o que eu faço faz você pensar, continuo fazendo.
Faz o seu cérebro rasgar, os neurônios arrebentar. Os distúrbios são comuns quando os anúncios são raros.
Os olhos virar e por dentro explodir as razões que não existem. Não existe ninguém que possa saber quem é quem numa situação de total simplicidade e complexidade ao mesmo tempo. Não perca seu tempo ouvindo barbaridades, cometendo estranhezas, desprezando certezas.
Dúvidas do que eu faço não me fazem parar de fazer o que assusta quem tem dúvida de mim. Nem quem não tenha o que fazer.

O tempo que passa, esmaga, passa, estraga, amassa, e depois voa, mas passa. Fica aqui, sai daqui e volta aqui. Passa.
O tempo e todos nós.
Acabamos com o verbo, pisamos no chão sem acento, o caos sem conserto, a anarquia que alivia minha alma.
A ilusão passa pelo seu mundo, você não percebe, se casa, se cala, se cansa, se abala, se mata. Não percebe a dose exagerada de palavras que invadem sua mente.
Não entende nada. Nada. Nada. Nada.

Se o que você vê faz você desmaiar, desconsertar, quem sabe desistir de ver o que não dá para qualquer um ver, e ter, e ser. Não saber quem é quem.
Quem está lá fora olhando para nós. Quem sabe não é ninguém, é apenas um vulto, um surto, um desespero, um susto, uma tranqüilidade total.
Talvez não haja certeza de quem esteja olhando por nós, orando por nós, gorando por nós, gozando, posando, nos abençoando.
Desmoralizando cada um de nós, acalmando todos nós. Então deve haver uma escolha, uma chance de escolher quem me desmoraliza e quem me acalma.
A anarquia me acalma.
Parar em frente sem entender, sem prever, reconhecer e de repente correr.

O homem que quer a mulher, e o sentido do sexo, o outro sexo, o mesmo sexo, o teu sexo, e a mulher que quer o homem.
De vez em vez me esquecer, me merecer, me escolher, desmerecer, apodrecer.
É a cor, a dor, amor, a flor, sabor, pudor em saber rimar, e errar a mesma rima.
Arrumar, errar, arruinar a mesma rima.
Se o que eu faço faz você pensar, continuo fazendo.


terça-feira, 8 de abril de 2008

"Ao mar"

foto por: Her Filho

autor: Her Filho (Direitos Registrados)

Fomos ao mar, muito longe, ao Sul
Para nos encontrarmos sozinhos
Voltamos, muito rápido, pela estrada
Para trocarmos emoções
Estamos em casa, muito perto, aqui
Para sermos um do outro
Iremos além, muito longe, daqui
Para descobrirmos a vida juntos

Espero sua pele tocar a minha
Seu olhar ultrapassar o meu
Desejo sua boca sendo minha
Seu abraço sendo o meu

Um encontro inesperado, veio o beijo
Um sorriso sincero, nasceu a paixão
Um mistério fascinante, o medo
Na velocidade do vento, nasce um amor

Espero suas palavras soarem
Sua história por mim contada
Desejo ser seu futuro
Sua alegria verdadeira

Duas almas se entregando, veio a certeza
Dois destinos se cruzando, o mesmo caminho
Dois desejos se conhecendo, veio a resposta
Duas pessoas se aproximando, nasce um amor